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ator relembra cena de ‘pirocóptero’

O ator Marcelo Faria esteve esta semana no “OtaLab” para falar de seu novo trabalho no teatro, a peça “Duetos”, em cartaz no Teatro das Artes, no Rio. Marcelo divide o palco com Patrycia Travassos em quatro esquetes que tratam de relacionamentos contemporâneos.

Na entrevista, Marcelo afirmou que este é seu trabalho mais desafiador no teatro, ao lado da montagem de “Dona Flor e Seus Dois Maridos”, que permaneceu em cartaz por cinco anos e lhe rendeu uma indicação para o prêmio Shell de Melhor Ator por seu papel como Vadinho.

“Tem um momento em que o personagem fica pelado em cena. E eu ficava nu mesmo”, contou. Se fosse só isso, tudo bem, mas o ator se empolgou nas revelações de bastidores.

“Depois de um tempo todo mundo já estava acostumado comigo andando pelado no teatro. Fiquei cinco anos na coxia como Vadinho. E fazendo ‘pirocóptero’!”, lembrou.

‘É difícil, para um ator, ser filho do Reginaldo Faria’

Marcelo Faria também aproveitou sua passagem pelo “OtaLab” desta semana para matar uma eterna curiosidade dos fãs: como é ser filho de uma grande estrela?

Um dos integrantes do UOLditório quis saber até que ponto a presença de Reginaldo Faria, pai de Marcelo e ator de primeira grandeza, foi determinante em sua carreira. O ator não mediu palavras:

É difícil ser filho do Reginaldo Faria. Não é fácil. Quando eu comecei, ele já tinha feito ‘Lúcio Flávio’, ‘Dancin’ Days’, ‘Água-Viva’…

Longe de se comparar ao pai, Marcelo faz questão de tê-lo sempre por perto. “O que eu posso fazer é pegar aquela laranja de ouro e espremer. E eu tenho isso dentro de casa”, contou o ator, que também é filho da psicanalista Katia Achcar.

José Wilker apareceu em sonho para Marcelo Faria

Um dos grandes sucessos da carreira de Marcelo Faria foi Vadinho, personagem de “Dona Flor e Seus Dois Maridos” que ele viveu no teatro e no cinema. Vadinho também foi, certamente, seu maior desafio artístico, e lhe rendeu um episódio transcendental com José Wilker, que eternizou o malandro de Jorge Amado na versão clássica do longa, dirigida por Bruno Barreto em 1976.

No “OtaLab” desta semana, o ator contou o caso para Otaviano Costa. Depois de cinco anos em cartaz e uma indicação ao Prêmio Shell, Marcelo e o diretor da peça, Pedro Vasconcelos, haviam decidido levar sua adaptação de “Dona Flor” para os cinemas.

“Só de ser indicado ao Prêmio Shell já havia sido maravilhoso. E depois veio o desafio do remake, com Sônia Braga e José Wilker nas costas”, lembrou. Foi então que Wilker, morto em 2014, apareceu para Marcelo.

Eu recebi uma mensagem dele num sonho. Sonhei que ele conversava comigo e falava: ‘não se preocupe, faça o seu Vadinho’. Foi uma coisa muito forte.

O sonho apenas deu mais gás para o ator seguir adiante com o projeto. “Eu acredito pra caramba nestes sinais, sou espírita, acho que nada termina. Tudo tem uma continuidade”, disse o ator. Deu tudo certo e o filme, com Juliana Paes e Leandro Hassum ao lado de Marcelo no elenco, estreou em 2017.

‘É loucura medir o talento de alguém pelo Instagram’

Em cartaz no Teatro das Artes, no Rio de Janeiro, com a peça “Duetos”, Marcelo Faria contou no “OtaLab” desta semana que não é o melhor divulgador de si mesmo nas redes sociais.

Apesar de estar ligado em toda a movimentação que as plataformas de streaming vêm provocando no setor audiovisual, Marcelo confessou que é mais analógico do que digital. “Não sou um cara da internet. Mas não acho que seja uma questão de idade. Acho que vai da personalidade de cada um”, disse.

O ator tem uma conta no Instagram, embora não seja “um cara de milhões de seguidores”. Na verdade, Marcelo não considera estes números relevantes.

É uma loucura medir o talento de uma pessoa pelo Instagram, pelo Twitter ou o que for.

“Adriana Esteves e Vladimir Brichta não têm Instagram. E aí, não vão ser chamados para trabalhar?”, questionou.

OtaLab

O “OtaLab“, o programa de internet que parece TV, pode ser acompanhado pelos canais do Splash no YouTube, Twitter e Facebook. Você pode assistir a toda a programação do Canal UOL aqui.



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