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Daniela Mercury fala de vida, make e política, criticando ‘isentões’

A nova temporada do “E Aí, Beleza?”, programa de entrevistas de Universa apresentado pela maquiadora Fabi Gomes, vem aí! No episódio de estreia, dia 09 de março, a primeira convidada será a apresentadora Angélica, em um papo imperdível.

Enquanto isso, relembre a conversa que Daniela Mercury teve no último programa navegou por assuntos que são essenciais em sua vida — do início da carreira ao seu posicionamento político e a favor dos direitos LGBTQIA+.

Casada com a jornalista Malu Verçosa “de papel passado”, a cantora conhecida como “rainha do axé” tem uma trajetória de lutas, por ser mulher e por ter revelado, oito anos atrás, sua bissexualidade.

Aos 56 anos, Daniela também é exemplo para outras mulheres que não se enquadram na caixinha do “etarismo“. “Após os 50, achei que iria diminuir o ritmo e não aconteceu nada”, disse.

Você assiste ao episódio inteiro neste vídeo. Confira mais abaixo.

Daniela Mercury no “E Aí, Beleza?”: o que rolou no papo

Com mais de 35 anos de carreira, a intérprete de “O Canto da Cidade” e de tantos outros hits da música brasileira sempre esteve perto das artes. Professora de dança aos 16 anos, começou a cantar ainda jovem e, relembra durante a entrevista que subiu em um trio elétrico pela primeira vez em 1983. “Era pequenininho e a tecnologia deles era muito ruim. Ficava rouca todos os dias porque não me ouvia e tinha que cantar com muita força. Eram oito horas por dia. E ainda não ganhei cachê, porque quem contratou as pessoas desapareceu.”

O ritmo para embalar os foliões na avenida não diminuiu com a idade, conta Daniela. O preparo físico para cantar e dançar ao mesmo tempo, no entanto, é parte importante da rotina. “Faço exercício contínuo, para manter a musculatura fortalecida.”

Quando o assunto é beleza e maquiagem (o lugar de fala de Fabi!), Daniela também entrega seu truque. “Sempre tenho máscara de cílios para dar um ‘up’, mesmo que não faça a pele. E uso uma base líquida mais clara no centro do rosto e uma escura em volta. Com isso, vou misturando”, explica, fazendo movimentos circulares com as mãos.

Outra dica: antes de começar a pele, e após hidratação do rosto, Daniela passa batom alaranjado em alguma áreas em que geralmente se passa o contorno. O produto dá mais “profundidade” à maquiagem.

“Sou uma mulher aberta às experiências”

No papo, Fabi Gomes pergunta à Daniela se ela tem dimensão da importância de ter se revelado bissexual, e como tem sido erguer a bandeira LGBTQIA+ para buscar e manter direitos.

Não gosto nem de usar o verbo assumir. Nós somos diversos na nossa sexualidade e sou uma mulher aberta às experiências”, explicou a entrevistada. “Mas, é chocante participar da comunidade e sentir na pele como a homofobia é violenta, é outro mundo.

A união com a jornalista Malu Verçosa, anunciada há oito anos por Daniela, reverberou de forma positiva especialmente entre pessoas LGBTQIA+ que não sentiam tanta abertura para falar sobre orientação sexual ou identidade de gênero com os familiares. “O fato de falar do meu amor por Malu com orgulho e tranquilidade foi impactante. Eu já era uma artista conhecida.

Foi bonito ver as pessoas conversando sobre isso com suas famílias. Essa luta tinha que ser minha também.

Política: “Quem se isenta está focando só em sua vida”

Classificando o Governo Bolsonaro como “medíocre” e “antidemocrático”, Daniela Mercury apontou o que pensa sobre os “isentões”, pessoas que não se posicionam politicamente de forma pública.

“Eles estão focados apenas em suas vidas, estão perdendo a chance de ajudar o país a melhorar”, rebateu, em resposta a Fabi. “A omissão é uma atitude política. Não existe neutralidade principalmente quando há opressão, discriminação. Quando estamos passando pela destruição da cultura e dos direitos dos mais frágeis, como agora no Brasil.”

Para ela, é necessário uma mobilização coletiva para “segurar as estruturas” frente a essa realidade.

“Há quem não se manifeste sobre o que está acontecendo, que é violento com seu território, com seu povo, com seus direitos, nesse governo medíocre e antidemocrático… E a gente precisa de todo mundo para segurar as estruturas.”

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