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Ford Maverick: nova picape conseguirá ou não concorrer com a Toro? – 27/12/2021

Desde que os primeiros rumores sobre a Ford Maverick surgiram, foi consenso: a picape seria a Toro da marca norte-americana. Afinal, ambas são “irmãs” de SUVs médios.

A Maverick é a picape do Bronco Sport e a Toro, dos Jeep Renegade e Compass. Mas, na apresentação do modelo da Ford, a marca veio como uma informação: seu modelo não vem ao Brasil para competir com o da Fiat. Como assim?

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A primeira justificativa é o tamanho. A Maverick é 10 cm mais comprida que a Toro. Esse argumento é válido. Afinal, a gente não diz que o Renegade (compacto) é rival do Taos (médio). O concorrente do VW é o Compass.

Ainda assim, para os clientes que precisam das vantagens da dimensão mais avantajada (espaço interno e volume da caçamba), a Maverick não tem superioridade notável ante a Toro nesses aspectos.

Dito isso, há o segundo argumento. As versões flex da Toro, 4×2, nem são cogitadas como rivais da Maverick. As 4×4 são, e elas têm motor a diesel de 170 cv. O do modelo da Ford, a gasolina, entrega 253 cv.

Eu ainda não testei a Maverick mas, com esses números, não é nem arriscado dizer que ela terá um desempenho bem superior ao do Toro.

Preço e novo posicionamento

Os argumentos da Ford são válidos, mas a realidade mesmo é o preço. As Toro a diesel ficam entre R$ 166.490 e R$ 200.890. A Maverick não vai sair por menos de R$ 250 mil.

Mais potente e mais forte, a Maverick é importada do México e não paga imposto de importação (a Toro a diesel também recolhe mais taxas que modelos equivalentes a gasolina ou flex). Apesar do benefício fiscal, agora apenas importadora, a Ford adotou um posicionamento mais premium no mercado nacional.

Em outras palavras, só vai vender no Brasil modelos mais bem equipados (e caros), mas não necessariamente luxuosos – caso da Maverick, que tem acabamento inferior ao do Bronco Sport.

A verdade é que a Ford não pode mesmo ter como alvo o cliente que almeja uma Toro. Esse cara, provavelmente, não terá poder aquisitivo para uma Maverick.

O valor da nova picape se aproxima do cobrado por modelos feitos sobre chassi, como Ranger, Hilux, S10 e Amarok. A ideia da montadora, portanto, é trazer para si pessoas que queiram essas picapes, mas não para o trabalho, e sim como estilo de vida. Afinal, mesmo com tração 4×4 permanente, a Maverick não é valente como as demais – a exemplo da Toro, usa base de carro de passeio.

Um dos maiores alvos da Ford é o consumidor conectado a esportes da moda. Entre eles, a turma do beach tennis, das corridas e do surf.

Veredito

Mas afinal, a Maverick concorrerá ou não com a Toro? Por preço e motor, não. Porém, nada impede que um consumidor que queira uma picape meramente por estilo de vida e tenha dinheiro para comprar a novata acabe optando pela Toro.

A picape da Fiat, na versão a diesel, atrai quem usa o veículo para o trabalho, mas também por estilo de vida. Anda menos? Sim. Mas é mais barata e tem mais autonomia.

Por esse ponto de vista, elas brigam por clientes sim. Então, em alguns casos, são concorrentes.

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