Mundo Positivo » Os reis das Américas no PUBG MOBILE: A trajetória de Federal e Caiowsk1

O ano era 2020, e o time da Loops e-sports dominava o cenário competitivo de PUBG Mobile nas Américas. Dentro do elenco, Caio Caldado, o “Caiowsk1”, se destacava por, em menos de dois anos de competições, ir para seu terceiro presencial representar o Brasil.

E Kauan Milagres, o “Federal” até então, com apenas 16 anos, já vivenciava o auge de ser eleito MVP da PMPL Américas, indicado ao Prêmio dos melhores atletas mobile do ano e participar do seu primeiro mundial, que aconteceria em Dubai.

Porém, em uma reviravolta traumática, os jogadores se viram sair rapidamente da posição de favoritos ao título de campeões do mundo para serem banidos do jogo. Devido a uma série de desentendimentos entre a Organização e o elenco, o atleta, Michael Queiroz, o “DadiN”, até então capitão do time, foi removido do elenco em meio ao mundial e enviado de volta ao Brasil.

Como forma de demonstrar apoio ao seu colega de time, os dois jogadores, juntamente com o Bryan de Lima, o “Gxlden”, em uma atitude mais que ousada, decidiram fazer o que ficaria marcado como: O primeiro protesto “in game” da história do e-sports.

Durante a última partida da primeira fase, já classificados por antecipação para a grande final, escolheram fazer o seu drop em uma Igreja, e se ajoelharam durante toda a partida, se recusando a combater os inimigos.

Eles até então não haviam se dado conta, mas naquele momento marcaram seus nomes para sempre na histórias dos jogos eletrônicos, não só por participarem o primeiro protesto do gênero, mas pelas consequências graves do gesto.

Duas semanas após o ocorrido, a organização do PUBG Mobile anunciou um banimento oficial para os 3 atletas, com duração de 6 meses, o que poderia comprometer a carreira dos jogadores. “Com certeza o ban foi um choque, um dos piores momentos da minha carreira, mas o legado que aquele gesto trouxe junto foi incrível, começamos a receber apoio e mensagens do mundo todo. As pessoas não paravam de nos escrever, falando que provamos o quanto uma amizade e lealdade podem valer mais que dinheiro ou um título“, conta Caioswk1.

Para Federal, a situação não foi diferente: “Eu não gosto nem de lembrar o que aconteceu naquele mundial, foram meses muito ruins. O apoio que tive da minha família e dos fãs do mundo todo foram fundamentais para aguentar firme até voltar a competir”, comenta.

Passado os 6 meses da punição, os jogadores enfrentaram mais uma dificuldade: a readaptação ao cenário competitivo. “Voltamos com uma pressão gigante. As pessoas esperavam que a gente voltasse vencendo tudo, e na prática foi muito diferente, os 6 meses de fora dos campeonatos nos prejudicaram demais na disputa do segundo split em 2021” relembra Caiowsk1. Ao final do split amarguraram uma 15º colocação na PMPL Brasil, ficando de fora da Américas e deixando em cheque o sucesso das
respectivas carreiras.

RENOVAÇÃO

O ano de 2022 começou provando que tudo que eles precisavam era de tempo, mesmo com o resultado, o time Influence Rage renovou os contratos dos jogadores, e já na PMPL Brasil começou a colher os frutos.

O Federal foi o MVP absoluto da competição, onde o time acabou na segunda colocação, apenas 1 ponto atrás dos campeões, a Vivo Keyd. Porém, a verdadeira redenção veio no maior campeonato do
ano até então, a PMPL Américas.

Os jogadores iriam fazer sua terceira participação. Com o peso de terem vencido as outras duas edições, não decepcionaram, trouxeram o título para o Brasil, tornando-os “Reis das Américas” – apelido dado por serem os únicos jogadores a vencerem todas as edições do torneio que participaram.

Segundo o Federal, para o segundo semestre de 2022 a meta é clara, vencer”. Sem dúvida vamos tentar vencer a PMPL Brasil e Américas, e ir em busca de um top 3 para o Brasil na PMGC, o que seria incrível para nosso país como um todo”, comenta.

E ainda destaca: “Finalmente vamos poder jogar sem pressão. Passou a fase das pessoas questionarem se voltaríamos a jogar em alto nível. Hoje só recebemos apoio. Todos viram o quanto somos fortes, e aqui na Influence Rage nos encontramos enquanto atletas e pessoas. A sinergia que temos com a torcida e com o staff da org é inexplicável. Somos literalmente uma família, e isso é que nos torna tão fortes”, finaliza.

Fonte: Observatório de Games

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