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Mundo Positivo » Versão dramática de Um Maluco no Pedaço chega para fazer história na TV

Boa ou ruim, a versão dramática de Um Maluco no Pedaço (1990-1996), batizada de Bel-Air, vai fazer história na TV americana. A série estreia no próximo domingo (13) apostando alto em um modelo de reboot incomum, que é reinventar uma trama cômica e transformá-la em narrativa mais sisuda. Mantém-se elementos, mas o alicerce é todo diferente.

Geralmente, Hollywood investe em reboots não tão radicais assim. As opções mais corriqueiras são três: modernizar série antiga, ambientada no tempo presente; trocar o gênero do(a) protagonista original; e inverter a razão de ser de uma produção.

Esse último caminho foi discutido entre as possibilidades de refazer Um Maluco no Pedaço. No caso, o personagem central faria a jornada inversa de Will Smith: deixaria o bairro nobre de Los Angeles para morar na periferia da Filadélfia. Também foi colocado na mesa a ideia de reviver a série com uma protagonista feminina.

A alternativa escolhida acabou sendo a versão dramática. Toda inspiração vem de um vídeo amador, como se fosse trailer de um filme, feito por Morgan Cooper, jovem de 30 anos que, com US$ 25 mil (R$ 132 mil), produziu a versão imaginada e dramatizada da comédia, ambientada em 2019. Postado no YouTube, o vídeo registra 7,3 milhões de visualizações.

Jabari Banks (à esq.) com Jordan L. Jones no drama Bel-Air
Jabari Banks (à esq.) com Jordan L. Jones no drama Bel-Air (Divulgação/Peacock)

Problemas e riscos

Cooper é creditado como cocriador de Bel-Air, ao lado de Will Smith. A dupla enfrentou problemas graves justamente no mais essencial de uma atração. Se estava certo que seria Maluco no Pedaço dramático, faltava definir o modus operandi.

Durante o processo criativo, dois showrunners foram demitidos, cargo fundamental de toda a série, pois é o profissional encarregado de supervisionar e direcionar o roteiro, direção, produção entre outras coisas.

Premiado por The Wire (2002-2008) e produtor de Sons of Anarchy (2008-2014), Chris Collins foi o primeiro a sair, em dezembro de 2020. Quem pegou o cargo na sequência foi Dianne Houston, única mulher negra indicada ao Oscar de direção, com passagem vitoriosa por Empire (2015-2020); ela também largou Bel-Air.

Então, uma dupla assumiu a bronca na terceira tentativa de acertar na escolha de showrunner: T.J. Brady e Rasheed Newson. O detalhe é que nenhum dois dois produtores executivos exerceram funções de showrunner em toda a carreira antes (juntos, eles têm no currículo trabalhos em O Atirador e The Chi).

A expectativa é grande para ver como ficou o produto final, principalmente após tantas mudanças sensíveis nos bastidores. Se der errado, não faltam motivos para determinar as causas do fracasso; e ninguém vai copiar essa fórmula.

Contudo, caso vire sucesso, Bel-Air pode abrir as portas para esse novo tipo de reboot. E séries dramáticas do passado podem virar comédia hoje; ou uma comédia virar drama.

Foi uma operação arriscada, ainda mais se tratando de série altamente popular e parte da memória afetiva de muita gente. A recepção positiva ao trailer/vídeo de 2019, com vários comentários aprovando a nova roupagem da narrativa, serve como sinal de que o público vai conferir os primeiros episódios, matando a curiosidade. A missão é não perder espectadores a cada novo capítulo lançado.


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Fonte: Observatório de Séries



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