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No cinema, Jô atuou em comédias e dirigiu longa – 06/08/2022 – Baú do Cinema

O humorista e apresentador Jô Soares, morto nesta sexta-feira (5) aos 84 anos, atuou em comédias do cinema ao lado de estrelas das chanchadas, dirigiu um filme e teve um de seus principais livros, ‘O Xangô de Baker Street’, adaptado para as telas grandes. Infelizmente, a maioria dos longas com participação de Jô não está disponível nos serviços de streaming. É possível assistir a apenas um deles, ‘O Homem do Sputnik’, com Oscarito, no site da Cinemateca Brasileira. E o Canal Brasil exibirá neste fim de semana os filmes ‘Sábado’ (1995) e ‘Giovanni Improtta’ (2013).

A estreia do humorista nas telas grandes aconteceu em 1954, em ‘Rei do Movimento’, comédia musical estrelada por Ankito, um dos principais nomes das chanchadas brasileiras. O humorista fez uma ponta no filme.

​Voltaria a atuar em um longa de Ankito dois anos depois, em ‘De Pernas Pro Ar’, que também tinha no elenco Grande Otelo, Costinha e Wilson Grey. E em 1960, em ‘Vai Que É Mole’, onde canta a canção ‘Ladrões de Corações’ com Ankito e Grande Otelo (na trama, as duas estrelas das chanchadas são assaltantes que acabaram de deixar a prisão).

Em 1959, com o nome de Joe Soares, integrou o elenco de ‘O Homem do Sputnik’, comédia em que Oscarito interpreta um caipira que testemunha a queda do satélite russo em sua roça. Jô interpreta um espião americano (na trama, o objeto desperta a cobiça de agentes russos, franceses e dos EUA).

Um ano depois, o humorista estrelou, ao lado de Ronald Golias, ‘Tudo Legal’. No longa, eles vivem, respectivamente, Euclides e Bronco, dois ingênuos que se envolvem com uma quadrilha de contrabandistas na zona portuária do Rio.

Já durante o período da ditadura militar, Jô participou do longa ‘Hitler do Terceiro Mundo’ (1968), de José Agrippino de Paula. Segundo a Enciclopédia Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira, o filme, que remete ao cinema marginal, fala de repressão política ao retratar um ditador impotente diante de um golpe de estado. A exibição pública do longa só aconteceu duas décadas após sua finalização.

Um ano depois de ‘Hitler do Terceiro Mundo’, Jô esteve em ‘A Mulher de Todos’, de Rogério Sganzerla. Na trama, Jô interpreta Doktor Plirtz, marido da personagem título, Angela, vivida por Helena Ignez. Ela viaja para uma ilha sem o marido, que contrata um detetive particular para investigar se Angela é fiel.

Em 1976, o humorista escreveu o roteiro e dirigiu ‘O Pai do Povo’, além de atuar no longa. Ele é o governador de uma ilha do Pacífico que, após a explosão de bombas atômicas pelo mundo, é o único homem fértil da face da terra. Ele torna-se o ‘Pai do Povo’, e passa a lucrar com a condição de ‘reprodutor’, cobrando tarifas de países ricos.

Também fazem parte da carreira cinematográfica de Jô dois longas que se passam na capital paulista. Um deles é ‘Cidade Oculta’ (1986), de Chico Botelho, uma aventura na noite paulistana ao som de Arrigo Barnabé.

​E o humorista fez uma participação especial em ‘Sábado’ (1995), de Ugo Giorgetti, como um dos moradores do prédio no centro de São Paulo onde uma propaganda será gravada. Nos anos 2000, Jô apareceu em ‘O Xangô de Baker Street’ (2001), adaptação cinematográfica de seu livro dirigida por Miguel Faria Jr., e em ‘Giovanni Improtta’ (2013).


ONDE VER

O Homem do Sputnik’ (1959)

Banco de Conteúdos Digitais da Cinemateca Brasileira: www.bcc.org.br

Gratuito

Canal Brasil

‘Sábado’ (1995) – neste sábado (6), às 15h35

‘Giovanni Improtta’ (2013) – neste domingo (7), às 15h35


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