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Real Madrid e Liverpool decidirão em Paris em jogo fadado a entrar para história – 04/05/2022 – Juca Kfouri

O francês Karim Benzema contra o egípcio Mohamed Salah.

Os merengues madridistas contra os vermelhos de Liverpool.

O clube mais vitorioso do mundo contra o time mais encantador da atualidade.

O maior e o melhor têm encontro marcado no sábado, 28 deste mês em Paris que, além de valer bem uma missa, vale o jogaço que já tem lugar reservado na história.

A final ensaiou ser espanhola quando o atrevido Villarreal fez 2 a 0 nos Reds. Mas a entrada do colombiano Luis Diáz evitou o naufrágio da esquadra inglesa no embate com o Submarino Amarelo e a virada aconteceu sublime, por 3 a 2.

Coube ao verdadeiro imortal Real Madrid impedir a final britânica ao ressuscitar pela terceira vez nesta Champions, ao virar nos derradeiros minutos com dois gols de Rodrygo, e um de Benzema na prorrogação, para 3 a 1, o jogo que perdia para o City. Inacreditável!

​Vergonha naturalizada

Acredite a rara leitora, acredite o raro leitor, o Corinthians apresentou uma réplica da Taça Libertadores com uma tarja preta sobre a placa que identifica o título do Palmeiras de 1999.

A notícia, do Globo Esporte, nem sequer repercutiu, ao que tudo indica porque a direção corintiana tem protagonizado tantos absurdos que a vergonha do ato infame passou ao largo.

Nem se sabe de providência alguma em relação ao funcionário engraçadinho que cometeu a barbaridade, digna de demissão — ou de impeachment do presidente que tenha permitido apequenar o Corinthians a esse ponto.

É claro que estupidez virou alvo de chacota no rival.

Houve até quem tenha proposto, no Palmeiras, a providência de mandar mais duas tarjas ao Parque São Jorge para esconder também os títulos alviverdes de 2020/2021.

Como se vê não basta ao Corinthians levar calote de patrocinadores sem credibilidade e dinheiro.

Os vexames são tantos que ninguém nem liga mais.

Machismo e Racismo

Como o futebol imita a vida e vice-versa, não surpreende que depois de um treinador agredir uma bandeirinha, um jogador tenha tentado bater numa árbitra.

Assim agiram Rafael Soriano, da Desportiva Ferroviária, do Espírito Santo, contra Marcielly Santos, e Jean Carlos, do Náutico, de Pernambuco, contra Deborah Cecília.

Diante da montanha de músculos de Anderson Daronco nenhum desses valentões jamais se meteu.

Como não se meteria com um deputado o tucano Fernando Cury, apenas suspenso por seis meses quando deveria ter sido cassado por assédio à deputada Isa Penna, agora ofendida também pelo deputado Olim, presidente do Tribunal de Justiça Esportiva da FPF.

Percebe como tudo faz sentido?

Olim é tão machista, a ponto de dizer que a deputada se deu bem com o infamante episódio, que certamente absolveria o treinador e o jogador covardes.

De tão misógino ele é incapaz de pronunciar a palavra, o que o microfone da Assembleia Legislativa captou e Freud explicaria.

A violência de gênero é epidemia nacional, assim como o racismo estrutural que o treinador Roger Machado denuncia com coragem e em vão.

Houvesse a punição necessária e o vereador Camilo Cristófaro não se sentiria à vontade para fazer o que fez, pego de calças na mão com microfone aberto para vomitar o que lhe vai na alma, assim como Mamãe Falei deu-se mal com suas gravações.

A bem da verdade nada disso é novidade no Brasil.

E é óbvio que a barbárie bolsonarista estimula o ambiente.


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