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Sexoterapia: viciada em dar match e as mudanças na vida das solteiras – 22/07/2022

Liberdade sexual, variedade de crushes nos aplicativos, o frio na barriga dos flertes da conquista…Olhando de longe, a vida das solteiras parece uma maravilha. E em vários momentos é mesmo. Tem muito date e sexo casual bom, mas parece que para a cada match e a cada orgasmo conquistados surgem novos dramas: ghosting, curving, fear of dating again e outros tantos termos em inglês e em português que dispensam tradução e dicionário para a maioria das mulheres que estão livres, leves e soltas atualmente.

As dores e as delícias da solteirice são o tema do primeiro episódio da 10ª temporada do podcast Sexoterapia, que você pode assistir na íntegra no arquivo acima. Nesta temporada, a sexóloga Ana Canosa e a editora de Universa Bárbara dos Anjos Lima trazem convidadas para conversar –em oito episódios semanais, sempre às sextas– sobre os dilemas mais ouvidos no consultório de muitos psicólogos, sexólogos e terapeutas de casais.

Para o tema de abertura, solteirice, a convidada é a influenciadora digital Krishna Sousa, 26, conhecida nas redes sociais por ser uma solteira convicta e que (spoiler!)… não está mais solteira. Entre as histórias trazidas para o quadro “Manda Casos” –em que as apresentadoras e convidada discutem um tema–, está o de uma mulher que se diz viciada em encontrar parceiros nos aplicativos (a partir de 13:00). “Minhas amigas já me chamam de serial dater [alguém que marca muitos encontros]. Dizem que eu sou viciada em dar match nos aplicativos só porque sei que é opção lá é gigante.”

Vida de solteira: para cada orgasmo, um novo drama?

“Outro dia eu brinquei que vai precisar sair um CID [manual de diagnóstico de transtornos mentais] da juventude, porque cada dia aparece um conceito novo”, diz a sexóloga Ana Canosa (veja no vídeo acima a partir do minuto 19:22). E para acrescentar ainda mais complicação a esse manual, agora também é preciso lidar com as mudanças que a pandemia trouxe para a vida afetiva e sexual das mulheres (“Trouxe camisinha?”, “E o comprovante de vacinação?”).

“Ironicamente, depois de lançar um livro sobre a solteirice, eu arranjei um namorado, mas ainda tenho muita propriedade para falar do assunto”, diz Krishna (a partir do minuto 03:40).

A propriedade de quem esteve solteira durante praticamente toda sua vida adulta e tem muita história (boa e nem tão boa assim) para contar. Ela diz que colocar no papel suas experiências a ajudou a perceber que ser solteira não deve ser encarado como um estado de transição.

“É assim que a gente vê nos livros e nos filmes: a mulher está lá, solteira, triste, carente, e esse é um degrau para ela encontrar o homem da vida dela, e a vida fazer sentido. Ser solteira não precisa ser um estado de transição, é só um estado” (no vídeo acima a partir de 04:55).

Krishna também falou também sobre o dilema das mulheres heterossexuais feministas de sua geração, que amam os homens, mas estão sem paciência para lidar com o machismo estrutural, ainda enraizado no comportamento de grande parte deles.

“Você está lá, uma mulher forte e empoderada, e vem um cara te tratar mal, ou quer que você seja mãe ou psicóloga dele. Ou tudo isso junto. A gente está menos tolerante a coisas ruins, e acaba que isso deixa um pouco mais difícil se relacionar” (a partir de 09:50).

Sexoterapia é o espaço criado por UOL/Universa para falar de sexo e relacionamento. Você pode conferir o programa em plataformas de áudio como Spotify, Apple Podcasts, Google Podcasts e Amazon Music. No Youtube de Universa, o programa também está disponível em vídeo.



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